sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Prefeitura apresenta e dá treinamento sobre emissão de notas fiscais de serviços eletrônica


Com uma presença tímida de contadores e empresários, a Prefeitura Municipal de Grajaú, através da Secretaria de Finanças (Sefin) apresentou na noite desta quinta-feira, 12, na Grota da Luz, o novo sistema de emissão de Notas Fiscais de Serviços Eletrônica (NFSe), em fase de implantação na cidade. A partir de segunda-feira, 16, até o dia 30 de novembro, todas as empresas que prestam serviços devem se regularizar e aderir ao novo sistema: salões de beleza, motéis, oficinas mecânicas, escritórios de contabilidade e de advocacia, etc.
 
Em sua fala aos empresários e contadores, o economista e analista de sistemas do Centro de Tecnologias Avançadas (CTA), Deneval Neto, que desenvolveu o sistema à Prefeitura, apresentou os pontos positivos do novo formato de emissão de notas fiscais de Grajaú, que já conta com a adesão de outros municípios maranhenses: São Luís, Paço do Lumiar, Açailândia, Porto Franco e Estreito.
 
“O sistema gera uma dinâmica na prestação de contas do empresário com o fisco. Ele vai agilizar a relação com o empresário não só pela emissão de notas, mas também através das inúmeras possibilidades, como envio por e-mail, geração em PDF. Se há uma auditoria fiscal federal o empresário pode enviar o talão com todas as notas. Não precisa mais estar escriturando, nem pagar gráfica para emitir nota fiscal em papel”, disse Deneval. Além desses pontos, também não será mais necessário armazenar notas em talões.
 
Para os empresários que não são regularizados pela Prefeitura, o novo modelo será um percalço. Vai dificultar a sonegação de impostos e todos os empresários terão que estar regularizados, sob pena de serem pegos pela fiscalização do município. “É uma nova administração e o prefeito quer organizar essa área de tributos. Essa nota chega para otimizar os impostos e desburocratizar deixando de lado o papel que traz muita fraude. Esse treinamento acontece para conscientizar e tirar as dúvidas do empresários, dos contadores, para ajudar na administração”, explicou Juri Otsuka Sousa Mendonça, secretária de gestão e planejamento.
 
O presidente da Associação de Contabilistas de Grajaú, Uvandson Sabóia, parabeniza a iniciativa ao mesmo tempo em que cobra ampliação no tempo de educação da população quanto ao novo sistema. “A nota fiscal eletrônica vem de encontro a uma necessidade do município que nós grajauenses temos como todas as cidades que estão se desenvolvendo. O que questionamos é esse prazo. Quando colocamos um serviço novo no mercado, precisamos dar prazos maiores para os empresários e contadores poderem se adaptar. Nós precisamos discutir com a Prefeitura e ver a viabilidade desse prazo se estender”.
 
Agora, todas as dúvidas referentes ao novo sistema serão tiradas na Prefeitura através das secretarias de Finanças e Tributos.
 
Prazos
 
Credenciamento – 16 de setembro a 30 de novembro
 
Levar documentos para a Prefeitura – 15 a 30 de novembro
 
Uso de notas fiscais eletrônicas – A partir do dia 30 de dezembro
 
Credencie sua empresa através do site da Prefeitura no endereço: http://www.grajau.ma.gov.br/ no menu, botão Serviços – Nota Fiscal Eletrônica 

 

domingo, 1 de setembro de 2013

Pai rapta a filha que ia para a catequese na Catedral. Mãe está desesperada à procura da menina


Por volta das 8h30 da manhã deste domingo, 1º de setembro, Francisco das Chagas Nouga, raptou a própria filha, Rebeca Batista da Silva Nouga, 10 anos, quando a menina ia para a catequese na Igreja Nosso Senhor do Bonfim (Catedral) em Grajaú.

A mãe, Valdilene Batista da Silva, que é separada de Francisco desde 2006, veio à redação do Grajaú de Fato fazer a denúncia, desesperada, porque não é a primeira vez que o pai rapta a filha. “Quando ela tinha apenas quatro anos eu a levei para passar as férias com ele em Brasília, onde ele morava. Eu ainda não tinha a guarda dela, mas era para ser um mês e ele sumiu com ela por dois meses. A segunda vez foi em fevereiro de 2009 e eu já tinha a guarda da Rebeca e ele sumiu com ela por três anos”, conta.

Rebeca foi encontrada pela mãe em Mossoró (RN), em fevereiro de 2012 e a menina já estava com oito anos de idade. Valdilene teme que a mesma história possa estar se repetindo hoje. “Tenho medo de ele ter sumido com ela novamente. Estou à procura desde cedo, quando eu soube que ele a levou e até agora não tenho notícias. O pior é que eu não tenho nenhum contato dele”, lamenta. Rebeca foi para a catequese com uma amiga da mesma idade que só contou à família o ocorrido quando chegou em casa, por volta das 11h.


Valdilene foi à Delegacia de Grajaú registrar queixa, mas, segundo ela, a Polícia disse que ela mesmo, neste momento, deve procurar pela filha. Francisco das Chagas não era visto desde o dia 1º de abril, quando ele foi ver a filha na casa da mãe de Valdilene. Sem a guarda da filha, Francisco só poderia vê-la a cada 15 dias e no período de férias.

Quem tiver informações do paradeiro de Rebeca, favor entrar em contato através dos telefones:

Valdilene (mãe)
(99) 9139-0561 (Vivo)
(99) 8107-7061 (Tim)
(99) 8475-5730 (Claro)

Maria Divina (tia)
(99) 9189-7357 (Vivo)

Gilvânia (Madrinha)
(99) 9194-9736 (Vivo)

Armazém Novo: uma empresa que observa as mudanças do mercado e do tempo


 Aos 29 anos, José Rodrigues, hoje no alto dos seus 67 anos, fundava o Armazém Novo, na Rua São Paulo do Norte, no centro da cidade. O ramo: venda de tecidos. O empresário não diz, mas provavelmente o nome da sua loja foi inspirado no Armazém Paraíba, empresa que ele trabalhou em Teresina (PI) entre os anos de 1969 e 1975 a quem ele agradece pelo aprendizado que obteve.

“Foi um período que despertou um aprendizado muito bom porque o Paraíba é uma grande empresa que se funcionário trabalha de maneira correta, evolui profissionalmente. Por sinal, temos várias empresas em Grajaú que surgiram após os donos trabalharem para o Grupo: Feirão dos Móveis Magazine; Casa Lins; Lojas Sorriso; Bazolão e outras”, disse Rodrigues que trabalhou diretamente com o dono do Paraíba, João Claudino.

Grajaú de Fato se interessou em contar a história do Armazém Novo porque se trata de uma das lojas mais antigas da cidade ainda em atuação. É também uma empresa questionada por quem bate-pernas pelo centro: poucos artigos expostos, fachada ultrapassada e apenas um ou dois funcionários que são os próprios donos. Outra, ocupa um prédio de 400 m² ambicionado por grandes empresas, conforme você verá nas próximas linhas.

José Rodrigues começou a empreender em Grajaú vendendo em sacola como mascate. Pouco tempo depois adquiriu uma parte do prédio da sua loja, que antes era uma garagem do Sr. Dorival Azevedo e construiu o que ainda hoje é o Armazém Novo. O negócio deu certo, Rodrigues comprou a outra parte do prédio que dá de fundos com a Rua dos Vicentinos e pouco tempo depois estendeu o empreendimento para outras cidades: Balsas, Açailândia e Tasso Fragoso.

A década de 1980 foi a época de ouro para o Armazém Novo. A loja chegou a ser referência no ramo
de tecidos em Grajaú. O movimento era intenso na época e o proprietário contava com 15 funcionários. Como poucos pensam, a decadência da empresa aconteceu de propósito, segundo conta José Rodrigues. “Foi um período muito bom, ganhei muito dinheiro, mas cansei de ‘estar para lá e para cá’, por isso resolvi vender as lojas das outras cidades”, disparou. A loja de Balsas, que funcionou na Praça Balduíno foi vendida para Wilson Mateus, proprietário do Grupo Mateus; a loja de Açailândia para um empresário de nome Benjamin, conhecido por Zé da Ema e a de Tasso Fragoso para um empresário local.

Na década de 1990 o Armazém Novo ainda apresentava força, mas aos poucos foi deixando de ser uma referência. Nos anos 2000 já era apenas um comércio vazio, sem renovação de estoque e o mercado da cidade só crescia e se desenvolvia. Essa evolução e perda de espaço tem sido acompanhada por José Rodrigues que vê com alegria e esperança o crescimento de Grajaú. “O desenvolvimento chega de uma maneira surpreendente. De dez anos para cá muita coisa mudou e temos ainda o gesso com uma reserva incalculável, a agricultura e a pecuária, além da lavoura”.

O empresário dá expediente todos os dias na última loja que lhe restou, de segunda-feira à sexta-feira, das 8h às 17h30 motivado apenas pelo objetivo de deixar o estabelecimento aos filhos. Um deles, que mora em Brasília, já deu sinal ao pai que retornará a Grajaú para trazer o negócio ao mercado. “Ele quer prosseguir no ramo de tecidos, confecções, calçados e artefatos”, comenta o Sr. Rodrigues que já chegou a comprar nos anos de 1980 dois carregamentos de tecidos por mês quando o movimento em sua loja era invejável. De acordo com ele, as pessoas, antigos clientes e amigos, pedem o sortimento do estabelecimento como outrora.  

Com o pouco movimento, resta ao tranquilo José Rodrigues, que hoje tem duas fazendas, uma na Bela Estrela e outra no São Rafael, apenas continuar os trabalhos no Armazém, segundo ele, aguardando o momento de passar aos filhos. “Meu objetivo com a loja é apenas deixar uma chama acesa do empreendimento que já foi um dia tão importante para Grajaú. É uma relíquia que irei guardar para deixar aos meus filhos. Não vendo porque não quero me isolar; aqui eu passo o tempo”.


Na loja, o empresário “passa o tempo” confeccionando redes de pesca, tarefa que ele faz por prazer e intitula de ‘terapia ocupacional’. “Faço as redes diariamente. Quando eu estou preocupado com alguma coisa, passo 20 ou 30 minutos tecendo e pronto, o estresse vai embora. Para mim é uma terapia ocupacional”.

Propostas de compra do estabelecimento

O prédio do Armazém Novo tem 400 m², fica de frente a duas ruas, São Paulo do Norte e dos Vicentinos e tem estrutura pronta para receber quatro pavimentos. Por isso, é um imóvel valorizado que hora e outra recebe propostas de compra por parte de grandes empresas. “O Banco Bradesco já me ofereceu R$ 1.000.000,00 (hum milhão de reais). O mesmo valor foi oferecido pelo Grupo Liliane de Imperatriz, mas eu não pretendo negociá-lo”, garante. 

MATÉRIA PUBLICADA NO JORNAL IMPRESSO, EDIÇÃO Nº 3

Corretor de imóveis, Joeder de Oliveira, ganha comenda no estado do Tocantins

Quando da criação do estado do Tocantins, em 5 de outubro de 1988, integrava os pioneiros daquele estado, o corretor de imóveis, Joeder de Oliveira, hoje com 45 anos. Naquela época, como qualquer início de estado da federação, no Tocantins não havia: governo, conselhos, estrutura da sociedade civil, nem mesmo um conselho de corretores de imóveis.

Joeder, com outros colegas, foram a Goiânia e conseguiram levar o Conselho Regional de Corretores de Imóveis para o novo estado. O conselho foi implantado e ele deveria ter sido presidente da entidade, mas acumulava outras funções e indicou um amigo. Hoje, após 20 anos de fundação do conselho, o corretor de imóveis que adotou Grajaú como morada em 2008, volta ao Tocantins para receber um diploma e uma medalha pelas duas décadas de trabalhos prestados àquele estado.

“Durante todo esse tempo, mesmo tendo voltado para o Maranhão, eu nunca deixei de ter atividades imobiliárias no Tocantins. Por isso fui homenageado pelos serviços prestados. Fiquei, inclusive, bastante emocionado porque fui o homenageado exclusivo do evento. Tinha conselheiros do Brasil inteiro presentes. Pessoas que ficaram lá em Palmas todo esse tempo. Ao fim da comemoração do CRECI ( Conselho Regional de Corretores de Imóveis), o reconhecimento à minha pessoa foi enorme. Pois, confesso que eu não sabia que era tão importante para a minha classe, uma classe que defendo e luto”, comemora.

Joeder é paulista e está no Maranhão desde 1983. Em dezembro do ano passado ele recebeu o título de Cidadão Grajauense, da Câmara Municipal de Vereadores de Grajaú.

MATÉRIA PUBLICADA NO JORNAL IMPRESSO, EDIÇÃO Nº 3

sábado, 31 de agosto de 2013

Supermercado é assaltado no Canoeiro


Por volta das 11h da manhã deste sábado, 31, ocorreu um assalto à mão armada a um supermercado nas proximidades da Feira Permanente do Bairro Canoeiro. De acordo com o proprietário do estabelecimento, o fato aconteceu rapidamente sem que ele tenha percebido. “Eu atendia um cliente no fundo do supermercado quando tudo aconteceu, mas o homem não tinha máscara. Estava de cara limpa. Ele rendeu um caixa e levou todo o dinheiro”, lamenta.

Esta é a segunda vez que tentam assaltar o supermercado. A primeira aconteceu no dia 1º de julho quando um trio tentou realizar a ação sem êxito. O grupo era composto por Douglas da Silva de Sá; Anderson de Sousa Costa e Francisco das Chagas Furtado Júnior que foram presos no mesmo dia, mas soltos dias depois por falta de provas, uma vez que foram detidos antes da execução do assalto.


O dono do supermercado relatou apenas dados superficiais do assaltante. “Ele é alto, magro e moreno”. A Polícia já sabe de quem se trata e as imagens serão colhidas e repassadas no início da tarde para análise.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Estiagem faz Grajaú decretar situação de emergência



O prefeito de Grajaú, Júnior de Sousa Otsuka, sob o decreto nº 015/2013 e a Secretaria de Defesa Social, decretaram situação de emergência no município.  A Portaria nº 100, de 23 de agosto, com o reconhecimento foi publicada no Diário Oficial da União.

Além de Grajaú, dois outros municípios fizeram o decreto: Timon e Alto Alegre em função da estiagem entre janeiro e junho. Agora, os municípios aguardam a homologação do decreto pela Defesa Civil Nacional.


A seca, além de ser um problema climático, é uma situação que gera dificuldades sociais para as pessoas que habitam a região. Com a falta de água, torna-se difícil o desenvolvimento da agricultura e a criação de animais. Desta forma, provoca a falta de recursos econômicos, gerando fome e miséria aos agricultores. Muitas vezes, as pessoas precisam andar durante horas, sob sol e calor forte, para pegar água, este fenômeno está provocando desequilíbrios hidrológicos importantes. A estiagem ocorre quando a evapotranspiração ultrapassou por um período de tempo a precipitação de chuvas.

Segundo o chefe da Defesa Civil de Grajaú, Wendel Bioca, o longo período de estiagem já acarretou diversos prejuízos no município, de modo especial para os produtores rurais. “Os produtores têm perdido suas plantações, há pessoas passando fome e sede em Grajaú. Estes são motivos pelos quais a Defesa Civil decretou a situação de emergência para minimizar os danos, de acordo com a Codificação Brasileira de Desastres (Cobrade)”, afirmou.

Os três municípios que decretaram situação de emergência apresentam baixo índice pluviométrico (pouca chuva); baixa umidade e clima semiárido.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Ministério Público denuncia Neto da Sucam pelo assassinato de Carlos Tadeu Galvão


Antônio Henrique Câmara Melo, 40 anos, conhecido como Neto da Sucam, que esfaqueou na madrugada do dia 10 de agosto, Carlos Tadeu Galvão de Almeida, 23 anos, foi denunciado pelo Ministério Público do Estado do Maranhão, pelo titular da 1ª Promotoria de Grajaú, Carlos Róstão Martins Freitas.

A denúncia tem como base o artigo 129, inciso I da Constituição Federal, que dá ao Ministério Público o poder de promover, privativamente, a ação penal pública na forma da lei e no artigo 41 do Código de Processo Penal Brasileiro, que dá ainda ao MP o domínio de destacar em forma de denúncia toda a exposição do fato criminoso, além do rol de testemunhas, a qualificação do acusado ou esclarecimentos que possam identificá-lo.

No texto, o MPE relata toda a ação que terminou no assassinato do jovem Tadeu. Apresenta também os nomes do rol de testemunhas. “Segundo apurado, no referido dia, horário e local, o investigado e a vítima que se encontravam na área externa do Bar Pé de Manga, entraram em desentendimento por conta de uma suposta discussão entre Carlos Tadeu e sua esposa Gessilene de Almeida Bezerra. Naquele instante, vítima e autor entraram em luta corporal, até que este último pegou uma faca que estava em sua cintura e, com animus necandi passou a golpear aquela, desarmada, na altura do abdômen, tórax e coxa direita, conforme auto de exame cadavérico fls. 26/27”.

O Ministério Público também relembra outro episódio que envolveu Neto da Sucam. “Ficou registrado, por fim, que o indiciado já havia esfaqueado no ano de 2009, o senhor Alfredo Santos Pires Filho, após um leve desentendimento entre os dois, conforme consta no termo de declarações de fl. 30”.

O MP conclui o relato da denúncia da seguinte forma. “Não restou dúvidas, igualmente, acerca das qualificadoras, tendo sido demonstrado que Antônio Henrique deu causa a morte de Carlos Tadeu por motivo fútil, em função de uma discussão banal, além de impossibilitar qualquer defesa á vítima, que não portava nenhuma arma”, destaca.

Ainda de acordo com a denúncia, “o réu tem dez dias para apresentar resposta em dez dias, processado, interrogado, pronunciado e condenado pelo egrégio tribunal do Júri desta Comarca, ouvindo-se na instrução as testemunhas”.